O Que nos faz ignorar 10 metros de altura quando fazemos um salto de um ponto ao outro?

O Que nos faz praticamente ignorar o perigo da queda, e da morte quase certa em caso de erro?

Ao ver esse video acreditamos que essas pessoas não tem medo de nada, ou de quase nada. Mas não funciona bem assim.

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Todos somos condicionados com medos que vem desde nossa criação, até a forma com que nossos pais nos privaram de experiências, as vezes superprotegendo e tentando evitar que nos arriscássemos, e no Parkour tudo que nós fazemos quase o tempo todo é colocar nossa integridade em risco, mas não é um risco qualquer é um risco completamente controlado.

Quando todos começamos temos medo de absolutamente tudo, qualquer coisa que passe da nossa zona de conforto – o que para alguns é bem fácil de acontecer – acaba despertando medo, e medo no Parkour é uma faca de dois gumes.

O Medo nos limita, nos faz não tentar, e não evoluir. Isto é um fato quando se treina Parkour. e como fazemos para nos livrar desse medo? Autoconfiança é a resposta.

Quando insistimos aos iniciantes que treinem repetidas vezes, centenas de vezes cada movimento não é apenas para que qualquer movimento seja efetuado de forma perfeita, mas que seja quase impossível realiza-los da forma incorreta. Saber exatamente a distância que se alcança com um salto, ou exatamente a altura em que absorver um impacto é confortável é extremamente necessário para um Tracer, treinar essa análise visual é essencial para quem treina. Por isso treinar cem vezes cada movimento é pouco para te trazer essa confiança perfeita do que consegue ou não executar.

Eu só coloco meu chapéu aonde eu alcanço

Este é o motivo que valorizo completamente os treinos físicos, as vezes acabo valorizando mais a capacidade física de um tracer do que sua habilidade técnica, pelo simples fato de que força trás confiança em qualquer lado da vida.

Quando faço algum salto, tenho em mente que se qualquer ponto sair errado, eu tenho força suficiente para me segurar com os braços, ou massa muscular suficiente para receber um impacto com o corpo sem que me lesione, é o que anos atrás costumávamos chamar de “Armadura” do Parkour, construir um corpo forte e com massa muscular rígida o suficiente para receber pancadas e não ser capaz de lesionar seriamente. Em resumo, eu só faço o que sei que consigo, e só os treinos podem nós ensinar o que somos capazes, e até onde somos capazes de ir.

Não tenha vergonha de errar, tenha vergonha de não tentar

Este é um dos problemas que mais senti em toda minha vida de Parkour, vergonha de errar. O Medo de errar nos faz as vezes nem tentar, e assim, obviamente não conseguiremos fazer nada. Errar é comum, por isso treinamos em ambientes controlados, níveis baixos e raramente vamos a lugares altos, controlamos o risco para poder errar, para poder arriscar.

Não tenha vergonha de pedir ajuda, pedir para um amigo ficar embaixo pronto para segurar caso você não chegue, ou não consiga segurar, tudo isso é valido para desprender do medo e desenvolver seu Parkour.

Abraços,

Bons Treinos