Todos certamente sabem que foi realizada a 3ª edição do Partour Brasília nos dias 23, 24 e 25 de junho. Agora poderia iniciar uma postagem que falasse sobre a programação e seus pontos positivos e negativos. Mas creio que algo assim pode ficar para depois, pois mais importante é trazer aos olhos dos praticantes os verdadeiros “presentes” que obtivemos. As verdadeiras pérolas que encontramos no encontro. Vou resumi-las em duas palavras, falar rapidamente sobre elas e aguardar uma oportunidade futura para o aprofundamento sobre cada uma separadamente.

Sinergia: Entendo que essa é a palavra que devemos buscar num encontro.

Observar uma grande quantidade de pessoas envolvidas naquilo por um ponto em comum, alinhando seus objetivos e aprendendo com o outro. Isso é simples de ser visto num encontro, e esse é o ponto máximo. Todos que estiveram no partour 2011 vão se lembrar do momento em que ascendemos uma fogueira, tomamos caldo e nos divertimos ao som do violão. Esse foi o ponto máximo que representa o encontro, pois o pico onde dedicamos 1 ano de trabalho e litros de suor se tornou palco para algo maior que a simples movimentação. Algo repleto de companheirismo e diversão. Ali sim, as vontades, objetivos e desejos estavam alinhadas no mesmo rumo! Não posso deixar de citar o pessoal de Goiânia e nossos amigos de Belém, que tornaram esse evento algo muito divertido e despretensioso.

Materialização: Chamo de “materialização” o momento em que pegamos algo não-físico e o tornamos físico, concreto, palpável, e passamos a dar valor nisso!

Quando você faz séries de algum movimento, pode contar mentalmente, ou materializar essas séries em pequenas pedras, gravetos, etc. É intrínseco da nossa cultura como tracers os “rolos” que fazemos com nossos objetos pessoais (tênis, calças, blusas ou quaisquer outras coisas). Durante o evento, os rolos ocorreram constantemente, mas em alguns momentos, esses objetos materializaram o parkour! Não eram como produto de escambo, mas objetos de respeito e honra, seja por quem usou, ou pela história que carrega. O momento culminante disso foi logo quando o evento terminou, estávamos na 214 norte rumo ao aeroporto e começamos a trocar presentes que, aparentemente, não tinham valor algum. Eram calças rasgadas, blusas de frio velhas, camisetas, etc. Nesse momento éramos 8 pessoas de 3 estados diferentes que conviveram por alguns dias sem pretensão alguma, e no ar havia uma emoção e consideração.

Indico a vocês, amigos leitores, que provem disso! Valorizem algo e treinem com um objeto. Materializem suas histórias, sua dedicação e seu suor nele! E busquem alinhar seus pensamentos objetivos com os outros. E quando encontrarem uma pessoa que mereça a honra de carregar esse objeto, promova a sinergia! Conte as histórias em que esse item o acompanhou, fale do valor que ele tem, e entregue o item nas mãos dessa pessoa! Caso receba algo, dê valor como honra a pessoa que lhe deu!

Para completar, promova a sinergia com as pessoas e materializem esse estado de espírito, não só em objetos e presentes, mas em consciência e atitude!